sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Minha visão sobre a maternidade e o Reino de Deus

 

Qualquer coisa que a nossa mãe for capaz de fazer contra nós por ignorância e desconhecimento da verdade da vida, não chega nem ao menos próximo daquilo que ela nos deu, que é a vida como a conhecemos. Com toda dificuldade precisamos ter isso em mente e saber que ela colocou seu corpo em risco por nós, que abdicou do seu conforto e deixou de fazer outras coisas que queria e tinha direito de fazer para preparar a nossa gestação e aprendizado. Ela será sempre nossa credora, não importa o que ela tenha feito contra nós sem saber. O perdão é uma das chaves para o Reino de Deus e uma outra, certamente, é a gratidão.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

In serving each other we became free


 A prestação de serviços jurídicos de forma humanista é a paixão da equipe que põe o foco de sua atuação nas pessoas beneficiárias dos trabalhos desenvolvidos. 

Trata-se da marca da equipe que vê o fenômeno jurídico como um bloco que se relaciona com agentes os quais precisam de profissionais altamente capacitados para não só proporem soluções para os problemas que enfrentam, mas agirem na natureza do conflito. 

Com base nessa filosofia prática substitui-se nomenclaturas clássicas que não fazem jus a dinâmica atuação do escritório, como direito penal, direito de família e direito trabalhista, para em seu lugar estabelecer eixos principais de atuação, como, por exemplo a) relações conflituosas com a lei penal, b) relações conflituosas no âmbito doméstico e c) relações conflituosas no sistema produtivo,

Por meio destes três centro dinâmicos o escritório, capitaneado por seu fundador Deivison de Paula, busca atender seus clientes, não como simples consumidores de um serviço advocatício, mas como seres humanos que se encontram face a problemas cuja solução não pode ser limitada ao conhecimento abstrato ministrado por algumas poucas matérias no currículo de uma universidade de direito qualquer, como se não dependessem, em verdade, de toda a experiência e o conhecimento represados durante uma vida dedicada a solução dos conflitos.

Em resumo as soluções que se oferecem não se limitam a expressão jurídica dos problemas manifestados, ao contrário, extrapolam para o esclarecimento a respeito da causa de padrões que se repetem e podem, havendo energia, serem com o tempo superados com paciência, entendimento e compreensão. Por essa razão mesma faz sentido se falar em centro, eixo, vetor ou nó, tomando emprestado estes termos das ciências exatas, uma vez que se trata de um ponto focal onde uma série de conhecimentos são depositados, os quais de maneira alguma podem ser limitados a uma matéria no currículo padrão do bacharel em direito.

Essa visão permite que os profissionais do escritório busquem a partir do conhecimento que possuem entender os clientes e seus interlocutores a fim de agirem na cura das relações conflituosas, extrapolando, portanto, a organização tradicional do direito e avançando para a elucidação dos mistérios das intrincadas relações humanas, já que a dimensão jurídica é, e sempre foi, mero efeito do que se é e se tem, seja nos negócios, na vida doméstica, nas relações sociais.

Para tanto conceitos trabalhados por diversas tradições são utilizados para ajudar os clientes a organizarem suas vidas e se defrontarem com verdades fundamentais as quais quando negligenciadas se expressam, quase invariavelmente, em conflito com a legislação penal, com as pessoas da família e aquelas que estão em seu ambiente profissional. Esses conflitos podem e invariavelmente culminam em disputas judiciais e ainda maiores sofrimentos—o oposto do que se procura com a atuação na cura das relações.

Essa atuação humanista, como não poderia deixar de ser, abarca o saber técnico e a funcionalidade das leis do Estado e dos entes federados e avança para o tratamento do ser transpessoal que, agregado a família, é o foco, a razão de existência das leis da sociedade, onde o profissional pode encontrar sua atuação em favor do serviço ao outro, numa relação que, crê-se, não é regulada por questões outras que não o serviço em favor das corretas relações humanas.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

RigVeda X.71

 "Brhaspati! Quando eles [os poetas-videntes] acionaram os primórdios da linguagem, nomeando [as coisas], o amor revelou seu segredo mais puro e bem guardado. Quando os sábios moldaram a linguagem com suas mentes, peneirando-a como grãos numa peneira, então os iguais perceberam suas semelhanças. Um bom augúrio foi revelado em suas falas. Através do sacrifício eles traçaram o caminho da linguagem e o encontraram nos sábios. Eles o mantiveram e depois o distribuíram a muitos. Juntos os sete cantores o louvaram. Um que olhava não via a linguagem, e outro que escutava não a ouvia, pois ela se revela para alguém como uma amante, adornada, revela seu corpo ao amante. Disseram que alguém se tornou bisonho e embotado em sua amizade. Eles não mais o deixam representá-los nas justas poéticas. Ele vive de engodo, como uma vaca sem leite, pois sua fala não gera nem flor nem fruto. Um homem que abandona um colega de profissão não mais partilha da linguagem. O que ele ouve é em vão, pois ele não mais reconhece a senda justa. Amigos possuem olhos e ouvidos, mas seus entendimentos não são iguais. Alguns são como tanques que só vão até os ombros ou bocas, outros são como tanques em que se pode banhar-se. Quando as intuições da mente são moldadas no coração, quando brâmanes sacrificam juntos como amigos, alguns são deixados de fora por falta de conhecimento, já que outros os superam com o poder de suas louvações. Aqueles que não viajam para perto ou longe, que não são verdadeiros brâmanes nem bebedores de soma, usando mal a linguagem, sem conhecimento, bordam [somente] uma tela de andrajos. Todos os amigos se alegram com o amigo que emerge com fama e vitória do torneio poético. Ele os salva da derrota e os alimenta. Ele é digno de despontar e receber o prêmio. Aquele fica sentado fazendo a flor da poesia florescer. Outro canta uma canção na medida certa. Um, o brâmane, proclama o conhecimento dos sendeiros antigos, [enquanto] outro deita as medidas do sacrifício."  RigVeda X.71 Trad. Clodomir Barros de Andrade.


 Brhaspate prathamam vaco agrah yat prairata namadheyaḥ dadhanah / yadesaM sResthaM yadaripramasitprena tadesaM nihitam guhavith // Saktumiva titauna punanto yatra dhira mansa vacamakrata / atra sakhayani janato badraisaM laksminirhitadhi vaci // Yajnena vacah padaviyamayantamanvavindannRsisu pravistham / tamabhRtya vyadadhuh purutrataM sapta rebha abhi saMnavante // Uta tvah paśayanna dadarśa vacamuta tvah śRnavanna śRnotyenam / uto tvasmai tanvaM vi sasme jayeva patya uśati suvasah // Uta tvaM sakhye sthirapitamahur nainaM hinvantyapi vajinesu / adhenva carati mayayaisa vacam suśruvaM aphalamapuspam // Yastityaja sacividaM sakhrayaM na tasya vacyapi bhago asti / yadiM śRnotyalakaM śRnoti nahi praveda sukRtasya panthM // Aksanvantah karnavantah sakhayo manojavesvasama babhutuh / adaghrasa upakakśasa u tve hRdaiva snatva u tve tadRsre // HRda tastesu manaso javesu yad brahmanah saMyajante sakhayah / atraha tvaM vi jahurvedyabhirohabrahmano i carantyu tve // Ime ye narvadna paraścaranti na na brahmanaso na sutekarasah / ta ete vacamahipadya papaya siristantraM tanvate aprajajñayah // Sarve nandanti yaśasagatena sabhasahena sakhya sakhayah / kilvisaspRtpitusanirhyesamaraM hito bhavati vajinaya // RcaM tvah posamaste pupusvangayatrain tvo gayatiśakvarisu / brahma tvo vadati jatavidyaM yajnasya matraM vi mimita u tvaM //. RigVeda X. 71

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

O homem que falava politiquês

 

O homem que falava politiquês


Saibam vocês que o Brasil não é para amadores, nem a vida. Vejam só, um dia desses estava passeando num parque com meu filhinho, quando a esmo, deleitando-nos com o tempo, nos vimos abrigados a sombra de algumas árvores, paramos. Passei a vê-lo brincar com algumas mesas dessas pequenas feitas para crianças e deparei-me com uma série de livros a disposição, a la carte. Era uma biblioteca a céu aberto no parque. Escolhi para ler para ele uma adaptação com ilustrações do conto escrito por Lima Barreto, chamado o “homem que sabia javanês”. A despeito de meus esforços, rapidamente o piá inquietou-se, afinal esse tipo de leitura não é propriamente para sua idade. Sua atenção se perdeu, como de se esperar, por entre as diversas atrações do parque: a terra, a luz, o sol, etc. Preferiu brincar com a natureza nos bancos e jogar pedras ao invés de ouvir a minha interpretação daquela estória maravilhosa.


Já eu fiquei fascinado pela lembrança daquele livro lido na minha juventude já distante. Um trabalho lindo de ilustração e adaptação. Parei de ler exclusivamente por causa dos puxões e ameaças de choro, que estavam prestes a se concretizar, caso não fossemos imediatamente para outro lugar no parque. Por mim mesmo estaria até agora dentro daquele livro. Negociei com o Gael o máximo que pude, retardei para que continuasse em meu interesse saboreando aquela estória, mas não deu certo por muito tempo, fui lendo o mais rápido que pude, enquanto entre um pulo e outro ele redobrava suas ameaças de cair no choro. Não aguentei e cedi, como quase sempre.


O mais intrigante da estória relatada no livro(que só pude terminar mais tarde sozinho em casa) é a semelhança com o Brasil e sua miséria atual. Alias nada mais atual por aqui do que o tal homem que falava javanês, um bacharel em direito, como eu e muitos dos coachs por aí. Era, na estória, um malandro que precisava sobreviver e decidiu para tal se candidatar para uma vaga de professor de javanês, sem que soubesse coisa alguma da língua. Ou melhor sem que soubesse nada substancial da língua. Conseguiu o cargo de professor de um homem muito nobre e bondoso, simplesmente por saber mais do que os outros. Fácil né. Decorou meia dúzia de palavras que encontrou em um dicionário, contou uma mentira sobre como tinha aprendido a falar a língua e isso foi o suficiente para ludibriar o crédulo e ignorante homem e ganhar o cargo de seu amado professor.


Essa esperteza lhe garantiu a fama de falante de uma língua exótica e a possibilidade de galgar cargos na administração pública. Vejam só, na estória, aquela do Lima Barreto, no tempo inicial da República saudosa do Império, ele chegou a ser diplomata do Brasil em África. Em São Paulo, por outro lado, um desses que se metem a saber de tudo está prestes a ganhar a Prefeitura de São Paulo. Muito fácil e simples, né.


Nenhuma antipatia pelo moço, esse candidato real de São Paulo, ao contrário. Ele é fruto de nossa sociabilidade, tem sua graça e necessidade. Conheço alguns do tipo que andam por aqui e ali e vejo nele os mesmíssimos vícios tão ordinários que espuma as bocas da humanidade atual. Afinal, quem de nós pode se dizer livre desses problemas tão comezinhos do espírito. Fácil vê-los nele não em nós. Atirem a primeira pedra quem não saboreia pelo menos um pouco essas nossas vilanias. Ninguém, né. Se a admoestação fosse alterada para vote em fulano quem nunca desejou ficar rico sem trabalho sério, da noite para o dia. A eleição estaria nesse caso garantida em seu favor, teríamos assim um vencedor já no primeiro turno. Duvidam? A multidão procura um mais alto cuja voz a guie. Pronto. Eis aí o profeta que o povo construiu a sua imagem.


Por falar em profeta este até abençoa pessoas paralíticas, porém a despeito de suas vontades, do paralítico e do pretenso curador, elas não andam. Talvez tenha faltado inspiração para o profeta ou humildade. Seu canto sedutor perfumado por uma retórica de prosperidade aponta para a superação das carências materiais tão comuns em nosso povo. Se ele ajuda nisso só pode ser um enviado de Deus e, por isso, nele vou votar para a solução do problema político. Será?


Será que o problema da carência de recursos é o problema em si e não o pecado que corroê as bases de nossa humanidade, que nos faz esquecer a função do dinheiro em nossa vida e a própria razão de se viver. A tentação que o Diabo fez ao nosso Salvador no deserto, pelo que me parece, anda nessa linha. Darei-lhe toda glória e riqueza do mundo. Sabemos que o Mestre negou, pois sabia com quem seu amor e fidelidade estava, já o candidato é de se verificar. Demos tempo ao tempo, a eternidade garante aprendizado infinito. Vi de sua boca em um podcast em que ele afirma ter aviões e helicópteros e de certo concluo que esses veículos não são sinal de uma vida abnegada. Ele quer curar como Cristo, sua glória, mas não sua renúncia. Nesse mesmo programa citou como ora faço parte das escrituras sagradas, se palavras túmulo do espírito ou vivas, não posso dizer. O que sei é da contradição e a possível disrruptura que alguém que estressa os limites do mundo político, econômico e religioso pode representar. Torcesse eu para o circo pegar fogo queria vê-lo eleito, porém o nível de confusão que uma pessoa cujo patrimônio parece ter se materializado por efeito de uma obra alquímica dentro do cenário degenerado da política faz-me desconfiar de suas associações e simplificações. 


Acompanhemos o resultado das eleições paulistana e oremos para que os aprendizados sejam feitos a contendo. Os do povo, os do candidato e os desse escrevinhador que pasta para entender o óbvio e para não julgar como deve.








quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Jesus em uma macieira

 

O mar revolto por causa da tempestade é o mundo astral em que o discípulo busca superar em si. O mundo astral é o quadro em que os materialistas se encerram deliberadamente, embora a ele não pertençam, vivem reclusos nele por medo de se assumirem parte de um mundo maior e mais belo, com mais sutilezas e digno do que chamamos vida. A aparição do Mestre no mundo físico, efeito dos fatos espirituais e das causas, age sob ele e é uma Força irresistível que sempre o vence. A Luz de Deus que sempre vence e que vem quando feitas pelos homens todas as tentativas separatistas de vitória, quando caem em todas as ilusões e chafurdam nos becos sem saída da transitoriedade da matéria e da personalidade que construíram para si. O dialogo entre Simão e Jesus é o elo eterno existente entre o Mestre e o discípulo que funciona como princípio sustentador. O discípulo sincero que ama o Mestre mais do que a si próprio, mais do que ao seu povo, sua esposa, mais do que a seu filho ou qualquer outra coisa ou pessoa que se relacione. A visão que permite o buscador procurá-la. O Mestre afia a arma para vencer o dragão, constrói-lhe a postura mental a qual permitirá caminhar sobre o mar revolto do plano astral, cujo reflexo se espraia para o mundo físico. Jesus é o exemplo de Mestre e Simão, que mais tarde ganhou o nome de Pedro, é o exemplo de discípulo. Utilizado como paradigma o qual os homens devem procurar em si, tanto a figura do Mestre quanto a figura do discípulo. O primeiro para seguir, o segundo para se identificar consigo próprio e, portanto, ser. O discípulo é um homem prático, age no mundo, possui mãos hábeis para o serviço, coloca-se como aprendiz e eventualmente deixa de ser em determinadas questões; ganha confiança e uma habilidade que não sabia possuir. O Mestre é, inspira amor e desafia. Permite que o discípulo creia ser possível aproximar-se dele, fazendo o que ele faz, somente para reaparecer num novo patamar da espiral onde o discípulo se verá novamente incapaz, aprendendo dessa vez a caminhar por águas ainda mais revoltas e profundas, além das que já foi capaz de imaginar; novamente, refazendo tudo num grau de maior profundidade. O impossível mais possível. O perfeito mais perfeito. A paz ainda mais Paz. Shalom, Shalom. Naturalmente há uma contradição em termos que aumenta gradualmente a tensão. O discípulo, prático, se confronta com o Mestre, na sua perspectiva, abstrato, vago, fugidio. O discípulo quer o poder para empregar naquilo que se dedica, para construir uma ordem social mais adequada, restaurar. O Mestre sabe, o discípulo quer saber. O discípulo cairá até aprender o mecanismo e suportar a tensão em equilíbrio, mantendo os olhos fixos nos olhos do Mestre e perceber que o resto é fruto da ilusão e que precisa ser vencido. Um equilíbrio dinâmico que uma vez conquistado e mantido dará inicio ao trabalho.



sábado, 25 de maio de 2024

LEGADO

 A Vida nos confiou o papel de sermos Mestres de nós mesmos, pois reconhece a capacidade de que possamos ser inspirados pelo exemplo invisível dos muitos valorosos e bem-aventurados que passaram...

sábado, 18 de maio de 2024

O que é fascismo?

 

O que faz de uma pessoa fascista? O que é o fascismo? Do que estamos chamando uma pessoa quando a dizemos fascista. Fascista é vírgula para se colocar em quase toda expressão? É esse mundo fascista? Herodes era fascista ou foi Mussolini que inventou esse estado existencial? A idosa que mora solitária numa mansão e considera pessoas com outra coloração de pele inferiores é fascista? É possível se conversar com um fascista? Que língua falam no país do fascismo? Só os outros são fascistas ou posso eu também sê-lo? Será que meus pais não são fascistas? Não, meus pais não. Eles não podem ser fascistas. Fascistas são os outros, sempre, a gentalha. Os nacionalistas, os que se julgam superiores. E os anarquistas? Podem os anarquistas serem fascistas? Fascismo é de direita ou de esquerda, ou de centro? Fascismo se pega como vírus? Existe vacina ou o problema são justamente os que se acham vacinados? Fascismo é uma doença das ideias ou uma doença do coração? Seria uma doença da ciência ou a aparência de ciência?


O que é fascismo?


quinta-feira, 11 de abril de 2024

BIOPODER- O PODER DO AMOR


BIOPODER- O PODER DO AMOR

Neste exato momento os ouvidos atentos dos homens e mulheres que se doam em serviço pela
superação dos problemas dos indivíduos e do Mundo ouvem violentamente as bombas que caem e destroçam a antiga ordem materialista do mundo.

Estas bombas estão se ocupando ainda dos últimos focos de resistência para o advento visível, por toda a gente, da ordem fundada na Unicidade da Vida-a ordem natural do Espírito, que está prestes a se estabelecer em toda face da Terra.

Muita densidade se encontra ainda dispersa pelo ambiente, pois esse é o efeito que a sanação coletiva ocasiona, fruto de séculos de um acomodamento danoso a natureza da alma humana e dos outros seres.

A purga das impurezas absorvidas pelo separatismo e materialismo, tornará definitivo e ativo o assento da alma humana dentro de seus vasos construídos com muito labor do amor. Anteriormente estes chafurdavam no lixo das ideias rasteiras e ora buscam a sua gloriosa ascensão.

Os soldados no solo não perdem tempo e estão trabalhando pela redenção de seus corpos gerados ainda pela matriz contaminada, antes de sua entrada triunfal no Templo, evento que está prestes a ocorrer.

O corpo planetário, por sua vez, está elevando sua temperatura para que as consciências que se comportam como invasoras comparáveis a vírus e bactérias sejam redirecionadas para o abrigo em outros corpos planetários mais afins a suas faixas de frequências vibratórias associadas a normose terrena, já que aqui permanecerão enraizados somente os que estão comprometidos com o propósito de trabalharem para suas curas e consequente manifestação da união.

As escolhas estão sendo feitas e o Plano de revelar o oculto do Ser está em marcha adiantada. Aqueles que ainda pretendem seguir neste Santuário de Amor e Luz devem realizar o trabalho que se voluntariaram e, de acordo com as instruções que receberam, fazer o que deve ser feito.

Quando as bombas atingem seus alvos, elas desarticulam os antros em que as energias densas estavam cristalizadas por séculos, como a poeira que recobre os belos objetos de uma sala sublimemente decorada, que se encontra fechada por falta de uso.

Nem todos possuem condições de extrair suas impressões profundas a respeito da aparente ausência de sentido, porém já intuitivamente percebem que algo está fora do lugar e esse barulho de bombas estourando causa-lhes apreensão com o futuro… ( guerras e rumores de guerras) não sabem se tratar do exército de salvação entrando na cidade e libertando gradualmente as pessoas desorientadas para que possam, enfim, exercer suas liberdades de forma madura e plena.

A entidade psicológica que identificamos como semelhante a nós não é exatamente aquilo que a ciência, as religiões, em especial as pessoas comuns do povo pensam ser, mas sim algo novo que está prestes a se revelar.

Essa revelação que é individual ao mesmo tempo coletiva, torna possível perceber pelo menos três tipos diferentes de “times” que se posicionam no cenário da revelação mundial, metaforicamente descrito, cujos “jogadores” são mais ou menos conscientes do papel que desempenham no âmbito geral.

O primeiro destes grupos é o de seres que apostam na manutenção da separatividade do homem e sua origem divina. Eles estão trabalhando para fomentar a dependência de uns para com os outros e rebaixar a inteligência comum, aumentando o nível de condicionamento. Estão a frente, ou melhor, pensam estar a frente, das grandes empresas, governos e religiões e por suas capacidades criam sistemas de crenças, ou seja, ideologias limitantes, que incutem a ideia geral de que não há solução e que somos vítimas do Universo.

Seu trabalho dual é, portanto, garantir que o homem aceite como natural o egoísmo, a exploração econômica, o vício em bebidas e drogas, população de ruas, violência e roubos. Utilizam-se de diversos expedientes como hipnose coletiva por meio da disseminação de propagandas aparentemente ingênuas, com comandos de subliminar e explícitos incitando a prática de atos abomináveis e sua normolização.

Outro grupo é o que se encontra “dormindo”, ou seja, seus participantes creem-se vitimados pelo primeiro grupo. Sabem-se em condição desfavorável e que estão subjugados. Temem travar um diálogo expressivo com a Fonte do seu Ser, pois intuitivamente sabem que isso demandará uma ruptura com o sistema e consequente ostracismo praticado pelo primeiro grupo que é o detentor do capital econômico, politico e midiático: dificuldades financeiras, falta de interação social e ausência de suporte desse grupo é o que espera os seres que decidirem serem livres desse tipo de exploração que alimentam.

Outro grupo é o que herdará a Terra. É o que trabalha ativa e colaborativamente com a Hierarquia Espiritual do Planeta e se organiza para exteriorizá-la no mundo físico. Atuam da forma que podem para servir e construir uma rede colaborativa global. Debruçam-se sobre os principais problemas da humanidade, gerando e doando energia para os discípulos ativos encontrarem meios e soluções para a libertação dos efeitos deletérios da negatividade produzida e incentivada pelo primeiro grupo.

A humanidade hoje em grossos termos pode se dividir entre estes 3 grupos. Os que “dormem” são maioria, os que herdarão a Terra são minoria, porém crescem aos montes e sua vitória é certa. É a marcha inevitável do progresso. Trabalham pela expansão da liberdade e capacidade de dar aos mais fracos a capacidade de escolha, de decidirem por levarem uma vida digna embora necessariamente austera. Afinal quem pode se dizer pronto para o sacrifício se não o fizer de seus recursos? Buscam construir redes de apoio mutuo e formas de viverem irmanados como almas. O último grupo manipula os muito egoístas e competitivos, que vibram em um arquétipo distante daquele ensinado pelo Cristo, que ainda mostram alto grau de retardamento evolutivo.

É assim que vejo e sintetizo, de onde estou, o meu Universo amado. De certo os de mais consciência veem mais, os de menos veem menos e os de consciência parecida permitem que essas interpretações dos fatos espirituais acima narrados sejam avaliados e sopesados pelo crivo da razão e da moderação.



quinta-feira, 28 de março de 2024

O SAL DA TERRA

 Somos filhos de pais momentaneamente separados. O Pai rei dos céus e a Mãe Rainha da Terra. Os nossos momentos com Ele são dedicados ao aprendizado de como governar com amor. Os momentos que estamos com Ela são dedicado a aprender a servir tbm com amor. É o amor que une Eles a nós e nós com eles. Somos nós que os reconciliamos de uma forma simbólica.

O tempo em que nos julgávamos órfãos rejeitados é devido a nossa ignorância do processo de revelação da consciência. Fomos cuidados e zelados em um silencio protetor. Estávamos o tempo todo guardados e expostos a maldades que poderíamos superar por nossas forças. Somente elas poderiam nos atingir como forma de aprendizado, inicialmente guerreiros com espadas de papel vieram, depois com instrumentos de madeira e depois de aço,  quando nossa habilidade já não os permitiam nos tocar. Não é assim que soldados devem ser treinados? Abrir caminho para conhecermos o Pai  foi  a missão do Cristo Jesus, nos apresentar a Ele, dando o exemplo de como sermos homens novos, frescos. Ouçam a nota da integração entre os mundos. O tempo em que errávamos perdidos passou. A hora  chegou. Pegados a nossa mão direita está o Pai e pegada a nossa mão esquerda está a Mãe. Nada mais importa. Juntos: Vida, Consciência e Aparência ou Espírito, Alma e Corpo, seguimos.

quarta-feira, 20 de março de 2024

A HUMANIDADE E O FILHO DE DEUS

Graças a Deus as almas iludidas que sofrem me tocam. Graças a Deus elas possuem acesso a mim e me lembram que há sofrimento e que eu estou caminhando, junto a elas, rumo ao Absoluto. Liberdade é estar fora de casa aonde o meu serviço é requisitado e, ainda sim, ser lembrado de quem sou, pelos fragmentos de sentido desse mundo. Mesmo com todo eco e aparência de sentido que vemos por aí, o meu olho aberto ocasionalmente  pode ver o transcendente que se faz presente no voo de uma borboleta. No vento que passa. Num sonho ou na flor branca que desabrocha. Eu Sou portador da Luz, protejo o candeeiro e junto com meus irmãos aproximo a luz dos que  ainda não a reconhecem, dos que ainda sofrem e se sentem sós. Livrai-me, oh Pai, de qualquer sentimento de separatividade, das ilusões de independência e insubordinação ao trabalho coletivo que é a Sua Obra. Eu e meus irmãos somos os fundamentos os quais suportarão as polias que ascenderão esse mundo, a Obra de Deus que somos nós está em manifesta progressão num sublime espetáculo. A transpiração do jardim de Deus 

segunda-feira, 11 de março de 2024

SIMULTANEA-MENTE/CORAÇÃO

 


Ainda que eu seja o não nascido, a Alma que não morre, ainda que eu seja o Senhor dos Seres. Entretanto, como Senhor da minha própria natureza, Eu me manifesto através do Poder Mágico da Alma. Gita 4.6


A mente precisa ser conquistada. Sua estrutura e posição colocam-na na posição de melhor amiga ou inimiga, posto que através dela ganhamos a liberdade ou nos entocamos, ainda mais, na escuridão da cela. Seus termos são, portanto, de um grande paradoxo, os quais em si não possuem solução. A mesma chave que abre a cela a tranca.


Muitas são as vezes que se acredita estar  transcendendo-a, orando ou meditando, e, na verdade, se está caindo ainda mais fundo nas tramas da mente, de quem se pretende desvencilhar.


Meditar não é anestesiar a mente e ganhar certa quietude. Meditar, ao contrário, é queimar as limitações que a natureza manifesta e nesse local verdadeiramente agir. É, como uma vez ouvi, um sinal da fúria serena dos idealistas pragmáticos. É tocar sem mãos para agarrar a liberdade e trazer de lá uma imagem ou mapa de como as coisas são.


Em outras palavras se se sabe quem é o Mestre e o que ele significa, é recebê-lo, captar seus aconselhamentos e pô-los imediatamente em prática, maneira pela qual podemos verificar sutilmente a veracidade do processo ou se se trata de mais uma artimanha da mente que faz de todo o possível para dar-nos a impressão de segurança e domínio sobre os eventos futuros. Não me entendam mal, mas em verdade, meditar é tratar com o demônio, negociar com ele e conquistá-lo pouco a pouco, pois é a fronteira da consciência. Fazer com ele a Obra de Deus.


Voltando sobre a função cósmica da mente, a de dar testemunho a respeito de um encadeamento lógico, conferindo segurança no balanço do vai e vem da maré da consciência. Não há nada de errado nisso. É bom… sem ela firme como uma ancora em sua natureza vacilante e dual, não suportaríamos o processo de desabrochar da consciência e seria impossível cumprirmos o mandamento délfico de conhecer nos a nós mesmos.


A respeito da veracidade do processo, como saber se a meditação está servindo para agravar a ilusão ou para inserir paulatinamente fração de luz no sistema? Como flertar com a loucura e não ser por ela dragado? Como pegar a joia da cova do dragão e trazer a ele também de forma espontânea como seu servo? Para encaminhar um tratamento a esse enigma me parece mais fácil apontar o que não é confiável na apreensão da realidade. O mais óbvio é não confiar em outras pessoas a respeito da veracidade do processo, exceto para tomar como mais um dado para a compreensão. Se o objetivo é superar o isolamento da personalidade questionar outra personalidade que por óbvio tem menos contato do que você com sua sagrada alma é por demais tolo, o que também é desconsiderar totalmente a opinião das pessoas honestas que convivemos, salvo homens e mulheres autorrealizadas, cuja opinião deve ser refletida com ainda mais profundidade. Esse argumento é potencializado quando se considera as diversas comunidades espirituais e igrejas. Será que caminhar com largo grupo exotérico é sinal de se aproximar das verdades do ser? Creio que por si não e esse elemento só deve ser considerado em subordinação a outros pontos mais dignos de crédito. Particularmente vejo as comunidades espirituais e religiosas exclusivamente como oportunidades de serviço e de aprendizado, nunca de apreensão direta da realidade que se obtém com êxito mediante o exercício gradual e responsável de transcendência interna chamado meditação.


Outro ponto que não pode ser dado como fato a respeito do sucesso no empreendimento de se apreender um pouco mais a realidade são as visões que se obtém por uma maior liberdade no astral. Talvez não devesse tocar nesse ponto por se tratar do que parece grande ilusão que acometem as pessoas no caminho santo, porém o faço ainda sob o risco da incompreensão. A visão, por mais que seja muitas vezes ela o fôlego para o trabalho de se purificar, não deve ser ela considerada totalmente creditada como critério da aferição da realidade porquanto a impressão que sofrem as mentes podem derivar de diversas fontes e não são necessariamente fruto de uma intuição da alma e uma instância mais excelsa do ser. Pode tratar-se de um pensamento-forma criado por um grande ser em seu caminho de iluminação e libertação captado por sintonia, uma vez que se também está nesse processo e, por mais inspiradora, que seja a visão a mesma não provém necessariamente da Fonte como interpretamos. Ou caso pior, interferência direta de um ser sob o outro com vista a negar-lhe a liberdade. Um crime gravíssimo! Assim, no primeiro caso, parece-me mais um presente deixado no caminho místico por aqueles que abandonaram suas cascas no caminho da revelação e devem assim ser considerados. Como um oásis no deserto, uma lufada de ar fresco, porém jamais como meta ou ponto final da jornada, a despeito da magnificência e beleza que a nossos olhos referidas maravilhas evocam. É uma caverna abandonada que provisoriamente ocupamos e ainda podemos sentir o calor do fogo gerado por seu antigo habitante, que através do astral permitiu que a ele tivéssemos acesso dessa maneira.


Agora não tenho animo de apresentar mais argumentos pelos quais não devemos confiar na opinião alheia, nas visões e na sincronicidade forjada, pois todos essas tendências de uma forma ou de outra dão a guia do controle para a mente, maneira pela qual jamais poderemos corrigir o curso e nos ajustar gradualmente para o propósito do Plano, ou seja, alimenta a fuga ao trabalho divino de se revelar a si mesmo.


Creio que devemos em verdade confiar no coração que é o veículo que juntamente com a mente nos dá acesso às energias da alma. O centro do coração que no corpo vital é um elo com a alma nos permite sentir a alegria de estarmos no caminho. O calor da liberdade que chega muito antes da constatação mental que estamos no paraíso. Enquanto a mente trabalha para nos estabilizar e nos dar significado aos fenômenos, fazendo crer que já estamos no lugar que devemos o coração simplesmente sabe o que precisamos sem levar em consideração as circunstâncias externas, fazendo, portanto, o papel da sede, no corpo vital da alma. Depois da jornada, como saberemos que a caverna que encontramos é o local que receberemos os mensageiros de Deus ou uma outra, igualmente bela e majestosa, mas destinada a outro ser? Quais reprimendas deverão ser dirigidas para o ser que não reconheceu as suas orientações e ainda interferiu nas de outro filho de Deus, ocupando inadvertidamente o repouso de outro ser, pretendendo tomar para si a glória de um irmão.


O Mestre fala quando o momento convém e quando estamos empenhados a brandir a espada e afugentar as ilusões que teimam em nos perseguir, pretendendo que demos a elas a existência que originalmente não possuem. Elas sabem que somente existem enquanto estamos paralisados ante ao terror que nos causam. O medo da “perda” dos que amamos, de “desperdiçarmos a vida”, de enlouquecermos são todos mecanismos da mente que nos conserva no espaço conhecido. É a zona de conforto onde é senhora e prefere reinar nesses escombros do que seguir aquela que possui o mapa, posto que isso implica a entrega das falsas certezas, renúncia a admiração de ignorantes e fim da repetição ensurdecedora de padrões de comportamentos que não demandam qualquer sensibilidade ou pertencimento ao Todo. A mente deve silenciar, se recolher, se limpar de toda negatividade acumulada pela ilusão de isolamento, suspender-se. Manter-se observadora sem se precipitar e tomar a dianteira do processo, que deve ser comandado pelo imediato: a alma, o coração que escolhe o que é, não o mais provável nem o mais conveniente ou fácil.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Verdade do Tempo, Zeitgeist, ou o Santo Guerreiro contra o Dragão da Maldade1


 

Verdade do Tempo: Zeitgeist

Muito se fala da força dos movimentos populares disseminados através de redes sociais e aplicativos de troca instantânea de mensagens. Hoje boa parte da vida das gentes se passa entrincheirada em telas iluminadas, capazes de magnificamente dá-las a impressão de que interagem com seus pares e que suas opiniões importam, crendo-se ter uma experiência comunitária. Nada de novo no quartel de Abrantes…Afinal sempre se quis ser relevante e quase nunca se pode, como se disse, nenhuma novidade.

A pregação do farisaísmo nos sinédrios de Israel em defesa estéril da lei mosaica e a argumentação de que os garotos do silicon valley são as bestas prenunciadoras do apocalipse em nada se diferencia do diversionismo que se pratica num mundo, como sempre, carente de sentido. Vem de longe, talvez de antes dos tempos de Matusalém, o “entretenimento banal” que divide e oprime- com, para dizer o mínimo, alta taxa de sucesso.

Por meios próprios da época- click bait’s e sensacionalismos essas forças tiram a oportunidade de fazermos algo útil com o tempo que nos resta, combustível do chicote empenhado no lombo de nosso Salvador. Apanhar depressa, portanto, nossa cruz, parece uma opção razoável já que o jogo está um milhão a zero para o time da rua de baixo e falta darmos a nossa fração. Julgo haver tempo ainda para nós cumprirmos também a via crucis, por nossa conta, para no final, com sacrifício sermos curados.

Afinal, o que é relevante nesse mundo ? De tantas coisas quais delas são as que nos darão a experiência que precisamos ter para darmos o próximo passo na busca do que almejamos? Tal qual andarilhos no deserto caminhamos com muito pouco, carregamos nossos ossos até o que queremos crer ser a terra da promissão, no caminho nos deparamos com o vasto oceano azul. Quando, enfim, poderemos beber da água doce, fonte da vida? Quando o azul será o sinal da beleza e esta prenunciará a redenção, não a água salgada do desejo que queima a garganta apressada.

A questão, contudo, que se apresenta face a essa circunstância recorrente através dos tempos é a interação entre os homens e o que eles fazem com o tempo que lhes cabe. Eis a questão eterna e simples em seus termos...afogar às tensões pós-trabalho nos braços de um sofá sedutor e vencer uma guerra ideológica ganha contra um país desconhecido com argumentos favoráveis aos dogmas de fé da nossa cultura, mantralizados por sua vez por uma voz sexy- ou com o auxílio da, não tão velha assim e precaríssima epistemologia, buscar diferenciar o real do irreal e sua natureza?

Até agora a turba do entretenimento tem ganhado de lavada a parada. Ninguém quer saber de fazer ciência ou qualquer coisa que o valha. A outra turma, como Darcy Ribeiro, se gaba de ter perdido todas. Uma lástima… vez ou outra surgem ideias de como aproveitar a maré contrária e jogar partida de futebol na subida, mas não deu certo ainda. Nossos jogadores são melhores, mas o campo é deles, fazer o quê. Perdemos muito e o dia da vitória ainda não chegou, mas vai. A eternidade está aí.

Nessa conjuntura, de tempos de verdade, ou revelação para os íntimos, onde se defende direitos excelsos com verve inflamada e o bolso cheio o jogo deve ser estudado com régua científica e apego na fé com o cuidado de pedir justiça com moderação, pois há grande possibilidade de o peticionário estar mais do lado de lá do que de cá, o que coloca o Altíssimo em um dilema - reformatio in pejus ou fiat justicia pereat mundus. Sim, vejamos qual será o entendimento jurisprudêncial.

Foi nos dito que o dia do Senhor chegaria de noite como o ladrão e se captei o sinal do amado guru, de fato, Isaías tinha razão, não Éneas, o político, mas o profeta. Afinal quem pode dizer palavras abonadoras sobre as gerações de juízes, advogados, promotores, influenciadores, artistas e outros de larga fama no Brasil de hoje. Pois é, não tá fácil para ninguém, pior para os que venceram todas até agora, aguardemos

São Paulo 18 de fevereiro de 2024


Deivison de Paula

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

O contato entre os mundos

 

Informação é energia e energia é matéria e a matéria é a luz. A Luz é um código que os filhos traduzem para a construção, trazendo das esferas mais perfeitas as informações necessárias para o desenvolvimento da raça e harmonia entre os mundos.


O mais difícil em uma jornada é o primeiro passo. O herói se sente débil e incapaz de realizar o grande feito, ainda não revelado para si. O homem se posiciona no lugar em que o destino lhe indicou, onde poderá praticar a ação verdadeiramente livre. Ele que sozinho é incapaz, dentro do seu grupo, captando suas vibrações, torna-se o portador da espada. Para tanto a disciplina e a aspiração precisam estar presentes.

A mente, seu maior inimigo, é quem verdadeiramente pode fazer o trabalho de unir aquilo que precisa ser unido.

Existe uma cooperação entre os mundos e o homem deve se preparar para captá-los. A melhor linguagem é a da poesia, a simbólica, posto que a literal é impossível, dentro de uma medida o símbolo deve ser combatido para como uma flor desabrochar.

As viagens serão instantâneas, internas, e a fonte de energia é a própria luz que o homem decodifica. Afinal tudo que temos aqui são veículos de expressão da Realidade distante. Por isso o conselho da dama de amarelo, se capacite para sentir e nós lhe usaremos para traduzir. O sinal da ocorrência dessa habilidade é a independência. Que contradição, não? Rendo-me para o Amor e nessa rendição encontro a pureza do pensar e, finalmente, a independência. É no serviço altruístico e na entrega da individualidade que em última análise a encontro. Essa máscara para a personalidade que utilizamos é provisória e deve queimar no altar do porvir. Tudo aqui em baixo é passageiro e serve melhor para o engano do que para o esclarecimento. É impossível permanecer intacto o sentido depois de uma viagem tão longa, mas o esforço de o fazer torna a obra coletiva do homem possível. Basta uma simples brincadeira de telefone sem fio para verificar a corrupção e a impossibilidade de plenitude, porém todo o esforço deve ser feito e nem por isso qualquer desvio deve ser denunciado em tempo, corrigindo imediatamente a rota. Fazer subir aquilo que é pesado, inerte, frio e amorfo é como encontrar como fez Michelangelo o anjo preso na pedra de granito. Nos ajustemos enquanto há tempo.



terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Mais sobre o meu amor pela unidade

 


Fui desperto pela voz. A imperfeição existe entre vós. Seja a perfeição e a espalhe num passo subsequente. A natureza divina é nossa. Como filhos de Deus partilhamos sua natureza. Por acaso, um príncipe, herdeiro de um vasto reino, o deixa de ser por caminhar em andrajos? Se esse príncipe não se lembra do reino de seu pai e está coberto pelo aparente conforto de uma vida leviana, distante, sem ponderação sobre a justiça e o amor, deixa ele de ser quem é? Não! Mas também não pode retornar a glória de sua posição na corte imediatamente. Precisa se arrepender e pouco a pouco retomar os hábitos e a forma de vida de sua gente. O caminho de retorno do filho para a casa do Pai é importante, pois amadurece o filho enquanto caminha, pois na sua chegada terá já aprendido a selecionar o bem dentre tanto mal que teve de se livrar.

Haverá treinado seu olhar e ganhado uma consciência mais robusta posto que o bem implicará numa escolha deliberada, culminando num amor liberto, um amor livre. A liberdade de ter conhecido a ilusão e a ter negado em favor de seu Pai e de si próprio. Verdadeira e única liberdade.

Cada escolha é uma renúncia e renunciar a iniquidade é o preço a ser pago pela companhia divina. Como príncipe precisa cuidar com amor dos negócios de seu pai, distribuir no quinhão de terra que lhe coube a justiça, acordar os que dormem, auxiliar os mais debilitados e aprender com os mais capazes, compor, por fim, o reino onde todos, inclusive ele,
é príncipe e herdeiro.