terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Mais sobre o meu amor pela unidade

 


Fui desperto pela voz. A imperfeição existe entre vós. Seja a perfeição e a espalhe num passo subsequente. A natureza divina é nossa. Como filhos de Deus partilhamos sua natureza. Por acaso, um príncipe, herdeiro de um vasto reino, o deixa de ser por caminhar em andrajos? Se esse príncipe não se lembra do reino de seu pai e está coberto pelo aparente conforto de uma vida leviana, distante, sem ponderação sobre a justiça e o amor, deixa ele de ser quem é? Não! Mas também não pode retornar a glória de sua posição na corte imediatamente. Precisa se arrepender e pouco a pouco retomar os hábitos e a forma de vida de sua gente. O caminho de retorno do filho para a casa do Pai é importante, pois amadurece o filho enquanto caminha, pois na sua chegada terá já aprendido a selecionar o bem dentre tanto mal que teve de se livrar.

Haverá treinado seu olhar e ganhado uma consciência mais robusta posto que o bem implicará numa escolha deliberada, culminando num amor liberto, um amor livre. A liberdade de ter conhecido a ilusão e a ter negado em favor de seu Pai e de si próprio. Verdadeira e única liberdade.

Cada escolha é uma renúncia e renunciar a iniquidade é o preço a ser pago pela companhia divina. Como príncipe precisa cuidar com amor dos negócios de seu pai, distribuir no quinhão de terra que lhe coube a justiça, acordar os que dormem, auxiliar os mais debilitados e aprender com os mais capazes, compor, por fim, o reino onde todos, inclusive ele,
é príncipe e herdeiro.

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