Fui desperto pela voz. A imperfeição existe entre vós. Seja a
perfeição e a espalhe num passo subsequente. A natureza divina é
nossa. Como filhos de Deus partilhamos sua natureza. Por acaso, um
príncipe, herdeiro de um vasto reino, o deixa de ser por caminhar em
andrajos? Se esse príncipe não se lembra do reino de seu pai e está
coberto pelo aparente conforto de uma vida leviana, distante, sem
ponderação sobre a justiça e o amor, deixa ele de ser quem é?
Não! Mas também não pode retornar a glória de sua posição na
corte imediatamente. Precisa se arrepender e pouco a pouco retomar os
hábitos e a forma de vida de sua gente. O caminho de retorno do
filho para a casa do Pai é importante, pois amadurece o filho
enquanto caminha, pois na sua chegada terá já aprendido a
selecionar o bem dentre tanto mal que teve de se livrar.
Haverá
treinado seu olhar e ganhado uma consciência mais robusta posto que
o bem implicará numa escolha deliberada, culminando num amor
liberto, um amor livre. A liberdade de ter conhecido a ilusão e a
ter negado em favor de seu Pai e de si próprio. Verdadeira e única
liberdade.
Cada
escolha é uma renúncia e renunciar a iniquidade é o preço a ser
pago pela companhia divina. Como príncipe precisa cuidar com amor
dos negócios de seu pai, distribuir no quinhão de terra que lhe
coube a justiça, acordar os que dormem, auxiliar os mais debilitados
e aprender com os mais capazes, compor, por fim, o reino onde todos,
inclusive ele,
é príncipe e herdeiro.
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