Vai esperança e afasta a solidão
Vai e não abandona esse coração
Cresce em tamanho e disposição
O que pode um ser movido pela esperança fazer quando a mesma fraqueja? Se somos , assim como somos, feitos de esperança, a sua falha é a falha do próprio ser. O peso da vida afastada dos amigos, daquilo que amamos ,nos divorcia das raízes universais da vida. Quanto mais pobre é a anêmona desprendida do coral, o peixe afastado do mar, ou as aves dos seus bandos.
Quando assim é tudo se torna peso e a vida insuportável. Pode-se entender momentos hediondos como esses descritos por meio de uma simples equação. O cansaço é a falta de esperança. Quanto mais vemos a injustiça prevalecer, os homens se matarem, ou a falta de sentido prosperar, mais nos cansamos de ter esperança e, por isso, da própria vida.
Devemos, pois encher nossos corações com a mais genuína esperança. Transbordá-los com a ingenuidade das crianças e, que ainda não encontraram as barreiras disponibilizadas pelo mundo e, por isso, acreditam que tudo é possível. De fato é, mas nós, homens que se julgam grandes temos os corações fracos e; não percebemos que os empecilhos são simples imagens, colocadas para nos afastar dos problemas verdadeiros.
Foi a boa e velha esperança infantil que fez com que um indiano percorresse 400 kilometros à pé para produzir sal. Possibilitou a ele não ver os canhões britânicos que apavoravam o mundo inteiro-menos ele.
Ninguém menos que ela animou um jovem chinês que não viu a terrível maquina de guerra na praça da Paz Celestial, mas se encheu da convicção de que aquilo não podia continuar e sozinho desafiou aquilo que derrubaria edifícios inteiros.
Sim, devemos por lenha na fornalha da esperança é lutar por um novo possível. A luta é árdua e cheia de lágrimas, porque nós mesmos somos adultos e maculados pela escuridão. Mas podemos “transformar o pesado e recebê-lo leve “, polir o espelho da nossa vida, devotando-se para a prática do justo.
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