Memórias do agora
Agora: tempo de ternura,
de palavras inteiras
E sentidos completos:
Completude
Tempo de ser quem somos
Suar o suor e comer o açúcar
No porvir a síntese:
Verdade
Não temer o acaso
Nem a vilania dos tiranos
Já que temos em nós a medida:
Virtude
No jogo de contrários da história
Resta a vida
Rio perene:
Inabalável
Rastros que se encontram
Da vida que passou resta o mato pisado
E o frescor da manhã que anuncia nova colheita
Esperança:
Caminhar sem passado
Pois alojado no presente
Não merece cantos já que é:
Presente
Assim como os opostos se justificam
O passado e o futuro unem-se
E criam o presente
Imenso guarda chuva de sentido,
que tudo abriga
que tudo é
São Paulo, 22 de junho de 2010.
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