domingo, 16 de janeiro de 2011

Memórias do agora

                                                   Memórias do agora


Agora: tempo de ternura,
de palavras  inteiras
E sentidos completos:

Completude

Tempo de ser quem somos
Suar o suor e comer o açúcar
No porvir a síntese:

Verdade

Não temer o acaso
Nem a vilania dos tiranos
Já que temos em nós a medida:

Virtude

No jogo de contrários da história
Resta a vida
Rio perene:

Inabalável

Rastros que se encontram
Da vida que passou resta o mato pisado
E o frescor da manhã que anuncia nova colheita

Esperança:

Caminhar sem passado
Pois alojado no presente
Não merece cantos já que é:

Presente

Assim como os opostos se justificam
O passado e o futuro unem-se
E criam o presente

Imenso guarda chuva de sentido,
que tudo abriga
que tudo é

São Paulo, 22 de junho de 2010.






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