Sinto muito se disse o que não devia
Se amei quando não podia
Se menti sobre o impossível
Se falhei com o que queria
Sinto muito por não ter dado o que esperou
Encaixar-me no vão da tua porta
Aquela mesma que criou a minha revelia
E que agora trava a rosa
Sinto muito por não estar em seus pensamentos
E não poder entregar o que tenho
Por não lhe tirar o ar e nem chão
Por ser assim como sou
Sinto muito por não ser aquilo que quer,
Por falar quando devia calar
Por não lutar quando das forças resta inteira
E não acreditar no que leva a crer
Pois das juras que fiz uma única resta inquebrável
A de velar seu sono e ser seu protetor
Permaneço, logo, distante, mas presente e defensor
Sem olhos nos olhos,mas cheio de amor
Cuja correspondência passa a ser detalhe
E faz do meu amor inteiro, independente
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