terça-feira, 17 de setembro de 2024

In serving each other we became free


 A prestação de serviços jurídicos de forma humanista é a paixão da equipe que põe o foco de sua atuação nas pessoas beneficiárias dos trabalhos desenvolvidos. 

Trata-se da marca da equipe que vê o fenômeno jurídico como um bloco que se relaciona com agentes os quais precisam de profissionais altamente capacitados para não só proporem soluções para os problemas que enfrentam, mas agirem na natureza do conflito. 

Com base nessa filosofia prática substitui-se nomenclaturas clássicas que não fazem jus a dinâmica atuação do escritório, como direito penal, direito de família e direito trabalhista, para em seu lugar estabelecer eixos principais de atuação, como, por exemplo a) relações conflituosas com a lei penal, b) relações conflituosas no âmbito doméstico e c) relações conflituosas no sistema produtivo,

Por meio destes três centro dinâmicos o escritório, capitaneado por seu fundador Deivison de Paula, busca atender seus clientes, não como simples consumidores de um serviço advocatício, mas como seres humanos que se encontram face a problemas cuja solução não pode ser limitada ao conhecimento abstrato ministrado por algumas poucas matérias no currículo de uma universidade de direito qualquer, como se não dependessem, em verdade, de toda a experiência e o conhecimento represados durante uma vida dedicada a solução dos conflitos.

Em resumo as soluções que se oferecem não se limitam a expressão jurídica dos problemas manifestados, ao contrário, extrapolam para o esclarecimento a respeito da causa de padrões que se repetem e podem, havendo energia, serem com o tempo superados com paciência, entendimento e compreensão. Por essa razão mesma faz sentido se falar em centro, eixo, vetor ou nó, tomando emprestado estes termos das ciências exatas, uma vez que se trata de um ponto focal onde uma série de conhecimentos são depositados, os quais de maneira alguma podem ser limitados a uma matéria no currículo padrão do bacharel em direito.

Essa visão permite que os profissionais do escritório busquem a partir do conhecimento que possuem entender os clientes e seus interlocutores a fim de agirem na cura das relações conflituosas, extrapolando, portanto, a organização tradicional do direito e avançando para a elucidação dos mistérios das intrincadas relações humanas, já que a dimensão jurídica é, e sempre foi, mero efeito do que se é e se tem, seja nos negócios, na vida doméstica, nas relações sociais.

Para tanto conceitos trabalhados por diversas tradições são utilizados para ajudar os clientes a organizarem suas vidas e se defrontarem com verdades fundamentais as quais quando negligenciadas se expressam, quase invariavelmente, em conflito com a legislação penal, com as pessoas da família e aquelas que estão em seu ambiente profissional. Esses conflitos podem e invariavelmente culminam em disputas judiciais e ainda maiores sofrimentos—o oposto do que se procura com a atuação na cura das relações.

Essa atuação humanista, como não poderia deixar de ser, abarca o saber técnico e a funcionalidade das leis do Estado e dos entes federados e avança para o tratamento do ser transpessoal que, agregado a família, é o foco, a razão de existência das leis da sociedade, onde o profissional pode encontrar sua atuação em favor do serviço ao outro, numa relação que, crê-se, não é regulada por questões outras que não o serviço em favor das corretas relações humanas.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

RigVeda X.71

 "Brhaspati! Quando eles [os poetas-videntes] acionaram os primórdios da linguagem, nomeando [as coisas], o amor revelou seu segredo mais puro e bem guardado. Quando os sábios moldaram a linguagem com suas mentes, peneirando-a como grãos numa peneira, então os iguais perceberam suas semelhanças. Um bom augúrio foi revelado em suas falas. Através do sacrifício eles traçaram o caminho da linguagem e o encontraram nos sábios. Eles o mantiveram e depois o distribuíram a muitos. Juntos os sete cantores o louvaram. Um que olhava não via a linguagem, e outro que escutava não a ouvia, pois ela se revela para alguém como uma amante, adornada, revela seu corpo ao amante. Disseram que alguém se tornou bisonho e embotado em sua amizade. Eles não mais o deixam representá-los nas justas poéticas. Ele vive de engodo, como uma vaca sem leite, pois sua fala não gera nem flor nem fruto. Um homem que abandona um colega de profissão não mais partilha da linguagem. O que ele ouve é em vão, pois ele não mais reconhece a senda justa. Amigos possuem olhos e ouvidos, mas seus entendimentos não são iguais. Alguns são como tanques que só vão até os ombros ou bocas, outros são como tanques em que se pode banhar-se. Quando as intuições da mente são moldadas no coração, quando brâmanes sacrificam juntos como amigos, alguns são deixados de fora por falta de conhecimento, já que outros os superam com o poder de suas louvações. Aqueles que não viajam para perto ou longe, que não são verdadeiros brâmanes nem bebedores de soma, usando mal a linguagem, sem conhecimento, bordam [somente] uma tela de andrajos. Todos os amigos se alegram com o amigo que emerge com fama e vitória do torneio poético. Ele os salva da derrota e os alimenta. Ele é digno de despontar e receber o prêmio. Aquele fica sentado fazendo a flor da poesia florescer. Outro canta uma canção na medida certa. Um, o brâmane, proclama o conhecimento dos sendeiros antigos, [enquanto] outro deita as medidas do sacrifício."  RigVeda X.71 Trad. Clodomir Barros de Andrade.


 Brhaspate prathamam vaco agrah yat prairata namadheyaḥ dadhanah / yadesaM sResthaM yadaripramasitprena tadesaM nihitam guhavith // Saktumiva titauna punanto yatra dhira mansa vacamakrata / atra sakhayani janato badraisaM laksminirhitadhi vaci // Yajnena vacah padaviyamayantamanvavindannRsisu pravistham / tamabhRtya vyadadhuh purutrataM sapta rebha abhi saMnavante // Uta tvah paśayanna dadarśa vacamuta tvah śRnavanna śRnotyenam / uto tvasmai tanvaM vi sasme jayeva patya uśati suvasah // Uta tvaM sakhye sthirapitamahur nainaM hinvantyapi vajinesu / adhenva carati mayayaisa vacam suśruvaM aphalamapuspam // Yastityaja sacividaM sakhrayaM na tasya vacyapi bhago asti / yadiM śRnotyalakaM śRnoti nahi praveda sukRtasya panthM // Aksanvantah karnavantah sakhayo manojavesvasama babhutuh / adaghrasa upakakśasa u tve hRdaiva snatva u tve tadRsre // HRda tastesu manaso javesu yad brahmanah saMyajante sakhayah / atraha tvaM vi jahurvedyabhirohabrahmano i carantyu tve // Ime ye narvadna paraścaranti na na brahmanaso na sutekarasah / ta ete vacamahipadya papaya siristantraM tanvate aprajajñayah // Sarve nandanti yaśasagatena sabhasahena sakhya sakhayah / kilvisaspRtpitusanirhyesamaraM hito bhavati vajinaya // RcaM tvah posamaste pupusvangayatrain tvo gayatiśakvarisu / brahma tvo vadati jatavidyaM yajnasya matraM vi mimita u tvaM //. RigVeda X. 71