quinta-feira, 28 de março de 2024

O SAL DA TERRA

 Somos filhos de pais momentaneamente separados. O Pai rei dos céus e a Mãe Rainha da Terra. Os nossos momentos com Ele são dedicados ao aprendizado de como governar com amor. Os momentos que estamos com Ela são dedicado a aprender a servir tbm com amor. É o amor que une Eles a nós e nós com eles. Somos nós que os reconciliamos de uma forma simbólica.

O tempo em que nos julgávamos órfãos rejeitados é devido a nossa ignorância do processo de revelação da consciência. Fomos cuidados e zelados em um silencio protetor. Estávamos o tempo todo guardados e expostos a maldades que poderíamos superar por nossas forças. Somente elas poderiam nos atingir como forma de aprendizado, inicialmente guerreiros com espadas de papel vieram, depois com instrumentos de madeira e depois de aço,  quando nossa habilidade já não os permitiam nos tocar. Não é assim que soldados devem ser treinados? Abrir caminho para conhecermos o Pai  foi  a missão do Cristo Jesus, nos apresentar a Ele, dando o exemplo de como sermos homens novos, frescos. Ouçam a nota da integração entre os mundos. O tempo em que errávamos perdidos passou. A hora  chegou. Pegados a nossa mão direita está o Pai e pegada a nossa mão esquerda está a Mãe. Nada mais importa. Juntos: Vida, Consciência e Aparência ou Espírito, Alma e Corpo, seguimos.

quarta-feira, 20 de março de 2024

A HUMANIDADE E O FILHO DE DEUS

Graças a Deus as almas iludidas que sofrem me tocam. Graças a Deus elas possuem acesso a mim e me lembram que há sofrimento e que eu estou caminhando, junto a elas, rumo ao Absoluto. Liberdade é estar fora de casa aonde o meu serviço é requisitado e, ainda sim, ser lembrado de quem sou, pelos fragmentos de sentido desse mundo. Mesmo com todo eco e aparência de sentido que vemos por aí, o meu olho aberto ocasionalmente  pode ver o transcendente que se faz presente no voo de uma borboleta. No vento que passa. Num sonho ou na flor branca que desabrocha. Eu Sou portador da Luz, protejo o candeeiro e junto com meus irmãos aproximo a luz dos que  ainda não a reconhecem, dos que ainda sofrem e se sentem sós. Livrai-me, oh Pai, de qualquer sentimento de separatividade, das ilusões de independência e insubordinação ao trabalho coletivo que é a Sua Obra. Eu e meus irmãos somos os fundamentos os quais suportarão as polias que ascenderão esse mundo, a Obra de Deus que somos nós está em manifesta progressão num sublime espetáculo. A transpiração do jardim de Deus 

segunda-feira, 11 de março de 2024

SIMULTANEA-MENTE/CORAÇÃO

 


Ainda que eu seja o não nascido, a Alma que não morre, ainda que eu seja o Senhor dos Seres. Entretanto, como Senhor da minha própria natureza, Eu me manifesto através do Poder Mágico da Alma. Gita 4.6


A mente precisa ser conquistada. Sua estrutura e posição colocam-na na posição de melhor amiga ou inimiga, posto que através dela ganhamos a liberdade ou nos entocamos, ainda mais, na escuridão da cela. Seus termos são, portanto, de um grande paradoxo, os quais em si não possuem solução. A mesma chave que abre a cela a tranca.


Muitas são as vezes que se acredita estar  transcendendo-a, orando ou meditando, e, na verdade, se está caindo ainda mais fundo nas tramas da mente, de quem se pretende desvencilhar.


Meditar não é anestesiar a mente e ganhar certa quietude. Meditar, ao contrário, é queimar as limitações que a natureza manifesta e nesse local verdadeiramente agir. É, como uma vez ouvi, um sinal da fúria serena dos idealistas pragmáticos. É tocar sem mãos para agarrar a liberdade e trazer de lá uma imagem ou mapa de como as coisas são.


Em outras palavras se se sabe quem é o Mestre e o que ele significa, é recebê-lo, captar seus aconselhamentos e pô-los imediatamente em prática, maneira pela qual podemos verificar sutilmente a veracidade do processo ou se se trata de mais uma artimanha da mente que faz de todo o possível para dar-nos a impressão de segurança e domínio sobre os eventos futuros. Não me entendam mal, mas em verdade, meditar é tratar com o demônio, negociar com ele e conquistá-lo pouco a pouco, pois é a fronteira da consciência. Fazer com ele a Obra de Deus.


Voltando sobre a função cósmica da mente, a de dar testemunho a respeito de um encadeamento lógico, conferindo segurança no balanço do vai e vem da maré da consciência. Não há nada de errado nisso. É bom… sem ela firme como uma ancora em sua natureza vacilante e dual, não suportaríamos o processo de desabrochar da consciência e seria impossível cumprirmos o mandamento délfico de conhecer nos a nós mesmos.


A respeito da veracidade do processo, como saber se a meditação está servindo para agravar a ilusão ou para inserir paulatinamente fração de luz no sistema? Como flertar com a loucura e não ser por ela dragado? Como pegar a joia da cova do dragão e trazer a ele também de forma espontânea como seu servo? Para encaminhar um tratamento a esse enigma me parece mais fácil apontar o que não é confiável na apreensão da realidade. O mais óbvio é não confiar em outras pessoas a respeito da veracidade do processo, exceto para tomar como mais um dado para a compreensão. Se o objetivo é superar o isolamento da personalidade questionar outra personalidade que por óbvio tem menos contato do que você com sua sagrada alma é por demais tolo, o que também é desconsiderar totalmente a opinião das pessoas honestas que convivemos, salvo homens e mulheres autorrealizadas, cuja opinião deve ser refletida com ainda mais profundidade. Esse argumento é potencializado quando se considera as diversas comunidades espirituais e igrejas. Será que caminhar com largo grupo exotérico é sinal de se aproximar das verdades do ser? Creio que por si não e esse elemento só deve ser considerado em subordinação a outros pontos mais dignos de crédito. Particularmente vejo as comunidades espirituais e religiosas exclusivamente como oportunidades de serviço e de aprendizado, nunca de apreensão direta da realidade que se obtém com êxito mediante o exercício gradual e responsável de transcendência interna chamado meditação.


Outro ponto que não pode ser dado como fato a respeito do sucesso no empreendimento de se apreender um pouco mais a realidade são as visões que se obtém por uma maior liberdade no astral. Talvez não devesse tocar nesse ponto por se tratar do que parece grande ilusão que acometem as pessoas no caminho santo, porém o faço ainda sob o risco da incompreensão. A visão, por mais que seja muitas vezes ela o fôlego para o trabalho de se purificar, não deve ser ela considerada totalmente creditada como critério da aferição da realidade porquanto a impressão que sofrem as mentes podem derivar de diversas fontes e não são necessariamente fruto de uma intuição da alma e uma instância mais excelsa do ser. Pode tratar-se de um pensamento-forma criado por um grande ser em seu caminho de iluminação e libertação captado por sintonia, uma vez que se também está nesse processo e, por mais inspiradora, que seja a visão a mesma não provém necessariamente da Fonte como interpretamos. Ou caso pior, interferência direta de um ser sob o outro com vista a negar-lhe a liberdade. Um crime gravíssimo! Assim, no primeiro caso, parece-me mais um presente deixado no caminho místico por aqueles que abandonaram suas cascas no caminho da revelação e devem assim ser considerados. Como um oásis no deserto, uma lufada de ar fresco, porém jamais como meta ou ponto final da jornada, a despeito da magnificência e beleza que a nossos olhos referidas maravilhas evocam. É uma caverna abandonada que provisoriamente ocupamos e ainda podemos sentir o calor do fogo gerado por seu antigo habitante, que através do astral permitiu que a ele tivéssemos acesso dessa maneira.


Agora não tenho animo de apresentar mais argumentos pelos quais não devemos confiar na opinião alheia, nas visões e na sincronicidade forjada, pois todos essas tendências de uma forma ou de outra dão a guia do controle para a mente, maneira pela qual jamais poderemos corrigir o curso e nos ajustar gradualmente para o propósito do Plano, ou seja, alimenta a fuga ao trabalho divino de se revelar a si mesmo.


Creio que devemos em verdade confiar no coração que é o veículo que juntamente com a mente nos dá acesso às energias da alma. O centro do coração que no corpo vital é um elo com a alma nos permite sentir a alegria de estarmos no caminho. O calor da liberdade que chega muito antes da constatação mental que estamos no paraíso. Enquanto a mente trabalha para nos estabilizar e nos dar significado aos fenômenos, fazendo crer que já estamos no lugar que devemos o coração simplesmente sabe o que precisamos sem levar em consideração as circunstâncias externas, fazendo, portanto, o papel da sede, no corpo vital da alma. Depois da jornada, como saberemos que a caverna que encontramos é o local que receberemos os mensageiros de Deus ou uma outra, igualmente bela e majestosa, mas destinada a outro ser? Quais reprimendas deverão ser dirigidas para o ser que não reconheceu as suas orientações e ainda interferiu nas de outro filho de Deus, ocupando inadvertidamente o repouso de outro ser, pretendendo tomar para si a glória de um irmão.


O Mestre fala quando o momento convém e quando estamos empenhados a brandir a espada e afugentar as ilusões que teimam em nos perseguir, pretendendo que demos a elas a existência que originalmente não possuem. Elas sabem que somente existem enquanto estamos paralisados ante ao terror que nos causam. O medo da “perda” dos que amamos, de “desperdiçarmos a vida”, de enlouquecermos são todos mecanismos da mente que nos conserva no espaço conhecido. É a zona de conforto onde é senhora e prefere reinar nesses escombros do que seguir aquela que possui o mapa, posto que isso implica a entrega das falsas certezas, renúncia a admiração de ignorantes e fim da repetição ensurdecedora de padrões de comportamentos que não demandam qualquer sensibilidade ou pertencimento ao Todo. A mente deve silenciar, se recolher, se limpar de toda negatividade acumulada pela ilusão de isolamento, suspender-se. Manter-se observadora sem se precipitar e tomar a dianteira do processo, que deve ser comandado pelo imediato: a alma, o coração que escolhe o que é, não o mais provável nem o mais conveniente ou fácil.